O grande campeão daquela que foi considerada uma das mais
sensacionais temporadas de formula um de todos os tempos, o finlandês Keke
Rosberg teve que contar com a confiabilidade e regularidade de sua Williams
para levantar a taça de 1982. Em uma época de desenvolvimento dos motores turbo
de Ferrari, Renault e Brabham, o velho Ford Cosworth da FW08 podia não ser o
mais veloz, mas levou o Williams ao final de 11 das 16 provas do campeonato
fazendo do finlandês o piloto que mais acumulou pontos ao final do campeonato e
ironicamente com apenas uma vitória conquistada.
O austríaco que enganou a morte e num prazo de 40 dias
estava de volta às pistas depois de um dos mais pavorosos acidentes que a
formula um já viu, é o tema deste diorama.
Salvo em um incrível ato de bravura e coragem de seus
companheiros Brett Lunger, Guy Edwards, Harald Ertl e Arturo Merzário que
entraram nas chamas para libertar lauda, que mesmo com graves queimaduras ainda
pôde sobreviver para conquistar mais dois títulos mundiais.
Toda homenagem feita para os responsáveis pelo projeto Copersucar
Fittipaldi é muito pouco.
No momento em que o
Brasil tem muita dificuldade em ao menos ter um representante (piloto) dentro
da categoria máxima do automobilismo, podemos enxergar melhor a dimensão de ter
uma equipe nacional na formula um. E nós tivemos.
O brasileiro José Carlos Pace iniciava a temporada de 1976
com esperanças no novo motor Alfa Romeo que equipava seu Brabham BT45 agora com
as cores vermelhas decorrente dos propulsores italianos.
O projetista Gordon Murray teve que fazer modificações no
chassi para acomodar o flat-12 de 3 litros que apesar de potente consumia
excessivamente combustível, o que comprometeu o desempenho da equipe durante
toda a temporada.
Apesar de não se apresentar como um carro vencedor o BT45
tinha linhas bem definidas, exclusivas e belas marcando uma fase importante do
nosso saudoso Moco.
O som do motor matra-Simca é cultuado até hoje por
entusiastas do automobilismo por seu incrível e característico ruído, o V12 que
no início dos anos 70 empurrava os carros da equipe francesa podiam não ter
muita confiabilidade, mas enquanto duravam enchiam os ouvidos daqueles que
acompanhavam de perto as corridas. A arquitetura do motor com um sistema de
exaustão de ramais duplos de escapamento era a grande razão para o som que em
grandes rotações “urrava” uma oitava a mais que qualquer outro motor.